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Pra Que Serve o “Curriculum Vitae”!?

 

Prá que Serve O Curriculum Vitae !?  Em nossas expectativas dejamos e queremos provoquem exclamações de interesse , mas ao mesmo tempo nos perguntamos e ansiosos ficamos sobre o resultado que irá gerar…

Julgamos a nós mesmos pelo que nos sentimos capazes de fazer, enquanto os outros nos julgam pelo que já fizemos.  Henry Wadsworth Longfellow

Muitos candidatos a emprego acham que o Currículo Vitae é para arrumar emprego, outros acham que é uma maneira de apresentar as qualidades profissionais adquiridas ao longo de uma carreira, outros enfeitam os currículos para chamarem a atenção, enfim acham que tem que se destacar a todo custo dos demais candidatos.

A única finalidade do currículo é gerar uma entrevista porque sem entrevista não existe a possibilidade de emprego. O destino do “curriculum vitae” será lixo ou papel de lembrete.

Devemos desenvolver o nosso currículo como uma ferramenta de marketing pessoal que é derivado do marketing empresarial, ou seja, acompanha as mesmas técnicas utilizadas pelos especialistas do Departamento de Marketing para a conquista do mercado consumidor, que no caso do profissional a conquista de um emprego.

O conceito utilizado pelos especialistas do século passado era de que a abordagem no marketing deveria estar centrada nos 4 Ps, desenvolvendo o Produto, o Preço, a Praça e a Promoção. O foco era muito empresarial. O mesmo ocorria com os profissionais que desejavam obter uma colocação no mercado de trabalho: utilizavam os 4 Ps para  divulgar os seus “Curriculum Vitae”, desenvolvendo o Produto Pessoal (Você), desenvolvendo o Preço, ou seja, o “Pagamento a receber” pelos serviços a serem prestados para a organização, desenvolvendo o “P” de Praça, local da “Poltrona ou posto” a ser ocupado e finalmente, o “P” da Promoção do “Curriculum Vitae”.

Esta abordagem era válida enquanto era válida a abordagem dos 4 Ps empresariais. Hoje, o marketing está focado nos 4 Cs, trocando o “P” de Produto para “C” de Cliente, o “P” de Preço para “C” de Custo, o “P” de Praça para “C” de Conveniência e finalmente, o “P” de Promoção para “C” de Comunicação.

À primeira vista, parece uma mera mudança de palavras para adequar um conceito antigo a uma nova teoria de Marketing, mas essa mudança não é uma mera adaptação de palavras, mas sim uma mudança de conceito, mudança de foco. Foco no cliente, o principal elo da cadeia produtiva, ao invés de foco na empresa.

Antes, desenvolvíamos o produto com foco nas nossas habilidades de produção e tecnologia. Hoje, o produto é desenvolvido utilizando a tecnologia, mas com foco nas necessidades e desejos do cliente, solucionado os seus problemas. Determinávamos o Preço do produto de modo a cobrir os custos de produção e remunerar nosso capital investido. Pesquisávamos a Praça ideal para a colocação do produto em função das necessidades da organização e do status que o local proporcionaria e por fim, a Promoção era realizada para dizer que a empresa estava no mercado com determinado produto ou serviço. Tudo em função da empresa. Foco totalmente empresarial. Mas isso hoje é passado.

Para que o profissional possa desenvolver um trabalho de recolocação ou mesmo buscar uma nova colocação no mercado, ele tem que utilizar também o novo conceito de marketing que são os 4 Cs.

Assim como a empresa desenvolve o produto para atender as necessidades dos clientes, o profissional tem que se autodesenvolver para estar atualizado com as competências e as habilidades de modo a atender as necessidades das organizações. Nesse novo enfoque, a empresa é o seu cliente e você é um prestador de serviços.

Hoje, o mercado dita preços e por isso, a empresa foca suas ações nos custos para se adequar ao poder aquisitivo dos clientes e agregar valor ao produto de modo que o preço seja justo e torne a relação custo x benefício satisfatória para o cliente, sem sacrificar a rentabilidade da organização. O mesmo procedimento terá que ser adotado pelo profissional para conquistar seu espaço no mercado. Tudo que constar do seu inventário de habilidades tem que agregar valor no seu desempenho profissional e portanto, deverá constar do seu portfólio.

A empresa possibilita uma conveniência ao cliente favorecendo-o com comodidades para que a transação comercial seja efetivada. Coloca o produto mais acessível para o cliente proporcionando o menor esforço possível para o consumidor.

Novamente, o profissional deve adequar-se à empresa, colocando seus serviços de forma conveniente para o empregador. A flexibilidade de horários e locais de trabalho podem ser verificados com mais frequência atualmente com a utilização dos “home offices”. É a comodidade de prestar serviços ao cliente (empresa) de onde for mais conveniente para ele.

Essa mudança de atuação na forma de prestação de serviços, além de tornar mais conveniente a relação empresa/colaborador, está diretamente ligada aos custos da empresa, pois a organização agora pode ser, fisicamente, menor tanto na área administrativa como na área de produção, também proporcionando maior comodidade para o colaborador que tem liberdade para a execução das tarefas nos horários mais convenientes para o profissional.

No século passado, a Promoção era utilizada por todos os meios de comunicação disponíveis. Divulgavam-se Produtos, Preços, Praças por todos os lados. Era um festival do “eu sou o maior”, “eu sou o melhor” e do “eu tenho o menor preço”. Era um festival de “EU”. Esqueciam-se da peça mais importante do marketing: o “Cliente”. Mas a evolução fez com que a Comunicação voltasse seus olhos para o cliente, informando-o sobre como o produto soluciona seus problemas, como o produto irá satisfazer suas necessidades e desejos, como o produto proporcionará satisfação. O foco é no cliente e não na empresa ou produto.

O profissional para se adequar aos novos tempos também tem que adequar sua Comunicação ao Cliente (as organizações que necessitam de seus serviços).

O primeiro passo nessa Comunicação é transformar o “velho” e conhecido “Curriculum Vitae” em portfólio pessoal profissional. Não é uma mera mudança de termo, mas uma mudança radical de como fazer sua comunicação com o mercado, ávido por profissionais que solucionem os problemas das organizações.

O portfólio não é uma varinha mágica para gerar empregos, por isso temos que redefinir seu propósito e construí-lo para atingir seu objetivo.

Atualmente, o portfólio tem um único objetivo. Gerar uma entrevista como o futuro cliente (a organização que pretende contratar um novo colaborador). A entrevista é o primeiro passo para a conquista de um porto no mercado de trabalho. Os demais passos só acontecerão se você obtiver a oportunidade da entrevista.

Vejamos como desenvolver um portfólio com diferenciais competitivos para que ele gere a entrevista necessária para os próximos passos na conquista do mercado.

Sempre que compro remédios, verifico a bula para obter mais informações sobre o medicamento que estou prestes a utilizar, e nunca encontrei uma bula que tivesse o título de “Bula” para esclarecer que aquele papel dentro da caixa era uma bula. Por que será que nunca encontrei? Porque todos sabem que aquele papel dentro da caixa do remédio é uma bula. Então por que escrever “Curriculum Vitae” no nosso portfólio? Ainda mais com uma palavra de língua estrangeira e por cima, uma língua morta.

Basta colocar o nome do produto e o local onde ele se encontra, ou seja, seu nome, seu endereço, telefone fixo e celular para contatos, incluindo também seu e-mail se você tiver um. Dê destaque ao “produto” utilizando o negrito disponível no “Word”.

Não coloque sua idade, nacionalidade, sexo, estado civil, pois essas informações não agregam valor ao profissional, não determina que você seja melhor ou pior do que um outro profissional.

Quantos aos dados de CPF, carteira de identidade e outros documentos, deixe isso para o ato da admissão, pois também não agregam nenhum valor nesse momento. Não influenciam na geração da entrevista e nem serão utilizados pelo analista de Recursos Humanos para selecionar os profissionais, mas para a entrevista tenha essas informações, caso sejam solicitadas por qualquer razão.

Assim como o remédio tem uma finalidade, você tem que ter uma finalidade, ou seja, um objetivo para atuar no mercado. Mas você não pode ser um franco-atirador com diversos objetivos ao mesmo tempo. Não existe remédio que sirva para todos os males, que seja um elixir perfeito, como não também não existe profissional que seja competente para atuar em todas as áreas. Defina seu objetivo profissional, onde seus serviços são importantes, e comunique isso ao mercado no seu portfólio, de modo que esclareça seu propósito de vida profissional.

Os remédios trazem nas bulas quais os resultados esperados e você também deverá dizer quais os resultados que podem esperar de você. A maneira de dizer isso é muito simples. Diga qual a sua qualificação profissional, quais os projetos desenvolvidos e os resultados que os planos proporcionaram na organização que você desenvolveu, pois são os resultados conquistados que fazem a diferença competitiva do produto chamado “Você”. Isso é importante ser comunicado, pois o “cliente” (empresa) terá uma visão do que você poderá fazer na organização. Não esqueça de colocar nesse tópico a sua graduação, pós-graduação, pois são realizações importantes da sua vida pessoal que também agregam valor à sua carreira profissional, sustentam os projetos que você já desenvolveu e têm que ser comunicadas aos “clientes”.

Sempre surge neste ponto uma dúvida de quantos tópicos devem ser abordados nesse item. O recomendado é que sejam citados os cinco ou seis mais importantes, mais a sua graduação e pós-graduação, se for o caso.

Os remédios antes de serem liberados para uso geral são testados para comprovar sua efetiva validade e no seu caso, o teste foi realizado nas empresas por onde passou e pode desenvolver planos, sistemas etc. Faça um histórico profissional, começando pelo atual ou o mais recente, relatando a empresa, a função e o período em que você esteve em “teste” nas referidas empresas, sem a necessidade de ser descrito o que foi realizado em cada uma delas, pois isso será abordado mais adiante.

Talvez o “Cliente” já tenha tomado a decisão de chamar ou não você para uma entrevista, mas não custa nada relatar, além das conquistas enumeradas na sua qualificação, algumas atividades importantes desenvolvidas no dia-a-dia, que darão uma ideia mais ampla do seu desempenho nas outras organizações e que também serão úteis no desenvolvimento das atividades na nova organização.

Com certeza, para você chegar até esse ponto não foi só com a experiência, mas sim com uma sustentação teórica conquistada em diversos cursos extracurriculares que possibilitaram o seu desempenho. Coloque também no seu portfólio os cursos, seminários e convenções que tenham correlação com sua carreira profissional e que agreguem valor ao produto chamado VOCÊ. Em outras palavras, se você fez um curso de datilografia, não o inclua no seu portfólio porque as organizações não têm mais esse equipamento em operação e esse curso não faz diferença, pelo contrário, demonstram que você está desatualizado ou “enchendo linguiça” no seu portfólio. Selecione os dez ou doze mais importantes para a vaga pretendida.

Destaque um tópico para sua competência em idiomas, pois agrega valor ao seu produto. Estamos num mundo cibernético, numa economia globalizada, e uma a segunda língua é fator diferencial no mercado de trabalho. Vivemos com textos oriundos de outras culturas, fazemos trocas com mercados internacionais e isto requer o conhecimento de uma língua estrangeira para uma comunicação eficiente.

A informática também é um requisito básico na atualidade, portanto diga quais são suas habilidades nesse setor e como conquistou esses atributos para o seu desenvolvimento profissional.

Voltando à bula dos remédios, nunca vi uma assinatura de farmacêutico, nem de dono do laboratório nas respectivas bulas dos remédios que eu já utilizei, logo não precisa assinar seu portfólio nem colocar a data em que ele foi elaborado, mas se desejar assinar sua obra de arte, faça isso em uma carta acompanhando seu portfólio, com algumas explicações sobre fotos e pretensão salarial.

Paralelamente ao marketing pessoal, você deve desenvolver o marketing de relacionamento, fazendo contatos que lhe proporcionem alavancar novos negócios para você na divulgação do seu portfólio. Por isso, você tem que estar presente em todos os lugares onde sua presença é importante, quer profissional quer pessoalmente, não esquecendo de ter sempre à mão seu cartão de visitas.

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